Procura-se a empatia: desumanizam quem tem o poder de humanizar

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Por Jorgete Lemos, CEO da Jorgete Lemos Pesquisas e Serviços – Consultoria Organizacional. 


Será que estamos adotando a melhor estratégia de comunicação, enfatizando que os dirigentes de empresas são sensibilizados, apenas, pela abordagem financeira, ou estaríamos esquecendo de complementar com a abordagem da empatia como ativo estratégico?

Vamos lembrar aquela máxima da comunicação: + – + , ou seja: aborde algo que atraia satisfatoriamente o interlocutor, depois entre no campo que você considera importante abordar e termine usando, novamente, o que atrai a atenção do ouvinte.

Começar a sensibilização para o tema DEI pelos resultados financeiros é o mínimo que podemos fazer, mas o que vai sustentar a conversa é a empatia.

A empatia convence o humano. Dinheiro convence o decisor, que também é humano.

Empatia como estratégia


Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro , para alcançar objetivos específicos, em contextos profissionais, sociais ou de liderança.

Usá-la de modo consciente isso não significa manipular sentimentos, mas sim aplicar a compreensão genuína das emoções, necessidades e perspectivas das pessoas para:

  • Tomar decisões mais eficazes;
  • Resolver conflitos com mais inteligência;
  • Construir confiança e cooperação;
  • Melhorar a comunicação;
  • Aumentar o engajamento e a motivação em equipes.

Por que é estratégico?


Empresas e líderes que praticam empatia como estratégia costumam ter ambientes mais saudáveis e resultados mais sustentáveis.

Porque, ao considerar o lado humano nas interações, a empatia reduz resistências, cria conexões reais e aumenta a efetividade das ações.

Dirigentes, com o poder de decisão, são treinados para priorizar retorno sobre investimento, eficiência, competitividade e metas.

A aproximação sendo realizada com temas que lhes são comuns, não os afasta. Entrar pelo caminho das soft skills propicia aos mais apressados, relacionar a fala aos estereótipos que são rejeitados pelo decisor pois irão confundir a tal fala com ingenuidade.

Empatia gera lucro, engajamento e reputação e precisa ser demonstrada de forma objetiva, tangível.

  • Estudo da Catalyst com 889 funcionários mostrou que a empatia tem um impacto significativo na inovação.
  • WCCA Wilson Cerqueira Consultores Associados revelou que 93% das pessoas preferem trabalhar para um empregador com empatia.
  • 61% dos funcionários que relataram que seus líderes eram empáticos informaram que conseguiam ser criativos, em comparação com apenas 13% dos funcionários com líderes menos empáticos.
  • 76% das pessoas que experimentaram empatia por parte de seus líderes relataram que estavam engajadas, em comparação com apenas 32% daqueles que experimentaram menos empatia.
  • 57% das mulheres brancas e 62% das mulheres negras disseram que era improvável que pensassem em deixar suas empresas quando sentiam que suas circunstâncias de vida eram respeitadas e valorizadas pelos empregadores. No entanto, quando elas não sentiam esse nível de valor ou respeito por suas circunstâncias de vida, apenas 14% e 30% das mulheres brancas e mulheres negras, respectivamente, comentaram que era improvável que considerassem sair.
  • 50% das pessoas com líderes empáticos relataram que seu local de trabalho era inclusivo, em comparação com apenas 17% daqueles com liderança menos empática.
  • Quando as pessoas sentiam que seus líderes eram mais empáticos, 86% relataram que conseguiam conciliar as demandas do trabalho e da vida pessoal – equilibrando com sucesso suas obrigações pessoais, familiares e profissionais. Isso é comparado a 60% daqueles que percebiam menos empatia.
  • Estudo da Qualtrics identificou que, quando os líderes eram percebidos como mais empáticos, as pessoas relatavam maiores níveis de saúde mental.
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Estratégia Ideal


A empatia dá lucro e quem a ignora, paga a conta

RH, vamos calibrar nossos discursos: resultado financeiro é o óbvio; sustentação pela empatia é o diferencial, para conquistar os seres humanos que estão no poder de decisão.

Quando ouço que essas pessoas não querem escutar a abordagem humana, empática, tenho a sensação de que estamos exercendo mais um tipo de preconceito: quem tem poder, não tem emoção.

Se encontrarmos pessoas com este perfil, financeiro sem emoção, encontramos um belo desafio à nossa competência profissional. Não será fácil a conquista e o reconhecimento dessa pessoa, podendo rever suas verdades, sem temor.

E façamos isso rápido, pois se Bill Gates estiver certo…

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“A IA substituirá médicos e professores em 10 anos — os humanos não serão necessários para a maioria das coisas”

Sobre a autora:

Jorgete Lemos é Palestrante, Consultora em DEI.CEO Jorgete Lemos Pesquisas e Serviços Consultoria, Conselheira de Administração CIEE e Diretora Nacional Diversidade Equidade Inclusão AAPSA

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